Sobre a peça
A escultura de parede Passante é curso sem destino.
Entre os cheios e os vazios, há nela um ritmo que lembra erosão.
Vento que modela pedra.
Rio que rasga seu próprio leito.
O desenho é um só — muitos são os caminhos.
Corpo, mapa, memória de algo antigo.
O olhar entra por um lado e sai por outro.
Não há muros ou contenções.
É uma peça de casca de ovo.
Feita para ser atravessada.
Sem se justificar, sem fixar sentido.
Como algo que passa — e, quando vê, deixa rastro.
Descrição técnica