Sobre a peça
A escultura de parede Deriva nasce do momento em que a embarcação deixa de seguir uma rota rígida para responder a forças maiores: a direção do vento, a força das correntes e a imprevisibilidade dos desvios. É a materialização de um estado de deslocamento provocado, onde o controle absoluto cede espaço à fluidez do movimento.
Diferente de formas estáticas, esta peça não possui um destino determinado. Sua essência reside na interatividade: o impulso final não vem da obra em si, mas de quem a organiza, ajusta e decide sua posição no espaço. É um convite para participar da criação, permitindo que a composição mude conforme a intenção de quem a habita.
Por ser modular e mutável, a leitura de Deriva nunca é definitiva. Ela se faz no convívio diário, nas escolhas de montagem e no jogo de luz e sombra que suas ondulações provocam. É uma peça que não apenas ocupa a parede, mas flutua e se transforma junto com o ambiente, celebrando a beleza de se deixar levar.