respiro

Um respiro de alívio após anos de pandemia. Este vaso é a lembrança de um tempo que ainda dói. Suas rachaduras são nossas próprias feridas. Embora continuem presentes, como marcas fundas em nossa pele, passam aos poucos por um processo de cicatrização. Ainda machucam, sim. Não tanto quanto antes.

Como um pulmão, que expande e contrai, também essa peça é uma obra em movimento. A madeira faz caminho próprio e deixa vestígios por onde passa. Não ousamos interferir no trajeto. Nossa única intervenção está nos grampos banhados a ouro, que nos lembram a preciosidade da vida, e nos pontos em latão, um símbolo de preenchimento e cura.